terça-feira, 1 de maio de 2012

CRÔNICA: CRIANÇA!

Folhinha de abacate ninguém me combate!
Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraço apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo para mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem das máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. Tem coisas que não precisam ser explicadas. pelo menos para mim. Eu Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que ás vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama para eu descansar a alma e dormir sossegada. Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, tenho medo de lagartixa branca, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca seu a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta, eu sei onde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar para casa, se eu posso te levar para mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Eu aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira se não perde a força. E força não ha de faltar porque aqui dentro eu carrego meu mundo. Sou menino levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, ai vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. AMO. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita para me fazer sonhar.
Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita, nem cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa. E eu como boa criança que sou, quero mais é rasgar o pacote!


A autora desse texto lindo é da Fernanda Mello. Eu me apaixonei pelos seus textos.
Clique Aqui, e veja o blog dela com varias de suas crônicas perfeitas. *-*
Curta a pagina dela no face clicando Aqui.
Espero que gostem ^^
beijinhos ;*
P.C

Nenhum comentário:

Postar um comentário